•VISUAL ARTS•

VÍDEO instalação / VIDEO installations

ORIGENS

Desde que me lembro, lá estava ela. Não importa onde eu morasse, lá estava ela: a pintura da  mulher caindo – caindo no eterno vazio.
Sua origem, desconhecida. Um quadro não assinado. Aparentemente da época vitoriana/pré-rafaelita.
Anos depois, eu a retirei de sua moldura original tentando achar algum tipo de pista que pudesse me levar à sua procedência. Não havia assinatura…mas, lá atrás, escrito à mão, encontrei muito mais do que eu procurava – encontrei o título da obra. Este não poderia ser mais apropriado, mais revelador…mais mágico:

“Raindrop (Gota de Chuva)”.

A expressão no rosto dessa mulher passa a sensação de medo, mas também, uma nítida sensação de paz, como se tivera aceito o seu destino.
Ela e o vazio se tornaram uma única coisa e, no que ela cai, tudo se torna uma eterna viagem ao desconhecido.
Isso me fascinou. E como não?! Afinal, não há nada mais aterrorizante e ao mesmo tempo fascinante que o desconhecido.
A sua história (ou histórias) tinham que ser contadas e resolvi fazer isso através do filme (ou vídeo) como mídia.
O primeiro, Lagartija Nika, de 2004; o segundo, Analog, de 2009.
Apesar de sua linguagem linear e narrativa de “sétima arte”, que visam apresentar ao espectador um começo, um meio e um fim, ambos os trabalhos têm como propósito algo além de simplesmente contar uma história.
Primeiro, a própria Raindrop, onde ela encontrará o seu caminho através das histórias e voltará à vida como o elemento principal que possui o poder de mudar os personagens e o desenvolvimento de suas trajetórias.
Segundo, uma experiência sensorial com as imagens e o som. Ambos os filmes, com mais de 20 minutos, são em preto e branco e não possuem diálogos, dando total ênfase à imagem e aos efeitos sonoros. Lendo sobre uma  nova tecnologia em engenharia de som, a qual seria capaz de alterar os processos neuro-físicos que são ativados pela música, tais como Binaureal Beats ou os chamados “iDoses”, eu tentei criar uma trilha e efeitos sonoros que, em conjunto com imagens de impacto, pudessem induzir o espectador a um tipo de hipnose.
Bem, do retorno que eu tive e olhando para as expressões das pessoas durante as apresentações, eu tenho a impressão de que funcionou…

ORIGINS

 For as long as I can remember, there has always been one particular painting hanging on my walls. Wherever I lived. There it was: the painting of a woman, falling – Falling into the void.
I don’t know where it came from. No one knows. It is unsigned and it looks Victorian/Pre-Raphaelite.
Years later, I took it out of its original frame trying to find a clue as to its origins…maybe something hidden behind it.

Still no signature, but I found a curious handwritten title that somehow couldn’t be more appropriate, more revealing… more magical:
“Raindrop”.
Her face shows fear, but at the same time, it seems that she has found peace. She has accepted her fate.

She and the void are one and as she falls it becomes an endless voyage into the unknown. This fascinated me; after all, there is nothing more terrifying yet appealing than the Unknown.
Her stories inside the void had to be told and I would tell them through the art of film.
The first, Lagartija Nika, made in 2004, and the second, Analog, in 2009.
Although they were made with the intention of having a linear and narrative storyline, in which the spectator would be presented with a begining, a middle and an end, both works were created with a deeper purpose.
First, as I explained before, Raindrop, where she would find her way and regain life through these stories, being the main element and possessing the power to change the characters and the story itself.
Second, a sensorial experience in the visuals and sound. Both films, over twenty minutes, are in black and white and have no dialogs, giving absolute enphasis on the image and sound effects stamina.

Reading about a new technology in sound engennering which could effect the neuro-physical processes that are triggered by music, such as binaureal beats or the so called “iDoses”, I tried create a sound that along with the well composed, yet, nevertheless, unsettling images, could induce the spectator to a kind of hypnosis.
Well,  from some of the feedback I got and looking at some of faces during the presentations, I’m pretty sure it worked…

“Analog” – Cyborg Film Festival – CyborgFFV (Anghiari, Itália) – 2010.

“Analog” – Cinema Nova (Bruxelas, Bélgica) – 2011.

“Lagartija Nika” –  Casa das Caldeiras (São Paulo, Brasil) – 2005.

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